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DOLCE AMORE MIO
O blogue de uma Portuguesa em Itália ✈️







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29
Ago18

Florença | Dia 1 - As Paisagens

Voltei a Florença durante as férias deste Verão e vivi-a come nunca a tinha vivido antes. Dois dias na capital da Arte e da Cultura italiana, dois dias de muita gente, muito calor, muito Sol mas também muita chuva. Foram dois dias de museus, igrejas, pessoas, lugares e comida muito boa. Foram dois dias de uma correria incrível, de muitos quilómetros percorridos a pé mas também de uma satisfação inigualável. Florença é, sem dúvida, umas das cidades mais bonitas onde já estive e onde voltarei sempre que possível. 

 

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Ponte Vecchio, uma das atracções principais de Florença. É entre esta ponte e o Mercato del Porcellino que se encontra a agência para comprar o bilhete do bus turístico que eu falo aqui.

 

Contexto da viagem: Verão, cidade lotada de pessoas, tempo que combinava calor e chuva, duas pessoas com pouca vontade de caminhar.

 

Dia 1 - Ver as Vistas

A primeiríssima coisa que fizemos quando chegámos a Florença foi ir à Bilheteira do Grande Museu del Duomo, comprar a entrada para o Battistero, para o Museu e para a Torre di Giotto. Como fomos super cedo não demorámos nada na fila. Também é possível comprar on-line, mas como foi uma viagem "ao sabor do vento", acabei por não organizar muito antes. Cada bilhete custa 18€ e tem-se 72h depois da primeira entrada. Todavia, como escrevi na publicação 4 Motivos para Apanhar o City Sightseeing Bus em Florença, o primeiro dia foi, basicamente, para a aproveitar as vistas. Fizemos imensas voltas com este bus e visitámos os sítios mais distantes do centro histórico. Visitámos o Palazzo Pitti durante a manhã, o que foi uma grande desilusão porque não nos apercebemos que o palácio estava fechado e acabámos só por visitar os Giardini dei Boboli (Jardins dos Boboli). 

 

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Entrada do Palazzo Pitti e entrada do Giardini dei Boboli. Os jardins são algo de fantástico, parecia que estava no Olimpo. Uma atmosfera muito particular, no entanto pagava outra vez para ir lá (10€ o bilhete).

 

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Dentro dos jardins existe o Museu de Porcelanas, que se encontra neste edifício cor-de-rosa. O melhor: é preciso subir todo o o jardim para chegar até lá acima! Custa um bocadinho, mas não é nada que não se faça. Levem ténis, principalmente se querem explorar bem o jardim. O senhor da bilheteira disse-me que a visita poderia demorar mais de duas horas, fossem percorridos todos os caminhos e vistas todas as estátuas.

 

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A vista para as colinas onde se encontra Fiesole.

 

Dicanão façam como eu, que dei por certo que, como estávamos numa cidade mega turística durante o Verão, tudo estava aberto. Não estava. Grande parte dos museus e monumentos a pagamento estão fechados às segundas.

 

Depois, ainda na mesma manhã, continuámos a fazer todo o percurso da cidade com o bus, na linha B; passeámos pelas colinas e decidimos sair no Piazzale Michelangelo, onde se tem uma vista fantástica sobre a cidade. Tão fantástica que lá fomos parar durante a manhã e durante a tarde, esta última para ver o pôr-do-sol.

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A vista sobre a cidade durante a manhã

 

De manhã, não havia quase ninguém; ao fim da tarde, havia música ao vivo mas não havia espaço nem para nos sentarmos nas escadas, nem para nos encostarmos ao muro. Uma das coisas a fazer em Florença é beber um copo de vinho toscano enquanto se vê a paisagem no Piazzale Michelangelo com o pôr-de-sol e, realmente, para quem quer descontrair e aproveitar a companhia dos amigos, é um sítio fantástico. Para quem quer apreciar a vista, tirar fotografias e estar tranquilo, sem muita gente, não aconselho este lugar depois das cinco horas da tarde. De resto, esta praça não tem mais nada de interessante, a não ser uma cópia da estátua de David, de Michelangelo e dois ou três vendedores ambulantes que vendem os típicos chapéus, óculos de sol, entre outros. 

 

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O piazzale durante ao pôr-de-sol depois de uma tarde chuvosa

 

Voltámos com o bus para o centro e saímos na paragem ao pé da estação Santa Maria Novella. Dali ao Mercato di San Lorenzo são 10 minutos pouco caminhados. Recomendo a quem quiser comer bem e típico, mas não assim tão em conta. O conceito lembrou-me o Mercado da Ribeira, em Lisboa. Infelizmente, não tirei fotografias neste sítio porque entretanto fiquei sem bateria, no entretanto podem ver aqui mais informações. 

 

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 Lateral e torre do Duomo de Fiesole

 

Acabámos de almoçar e estávamos com intenção de dar uma voltinha pelo centro, mas no entretanto começou a chover fortemente. Só tivemos tempo de chegar ao B&B (farei a minha review sobre ele num próximo post) e esperar que a tempestade passasse. Quando a tempestade passou, lá fomos nós andar dar outra volta no bus sightseeing. Acabámos por apanhar a linha B e fomos visitar Fiesole. Fiquei completamente encartada com as paisagens de Florença até Fiesole porque subimos as colinas e o verde da cidade, da Toscana, é uma imagem incrível. Depois de Fiesole, tornámos para o centro sempre com o bus, o que ainda demorou entre uma hora e uma hora e meia, sendo que passámos pelo exterior da cidade, passando inclusive pelo Estádio da Fiorentina

 

 Em breve, o segundo dia deste passeio maravilhoso 

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27
Ago18

4 Motivos para Apanhar o City Sightseeing Bus em Florença

Quem nunca foi visitar uma grande cidade e viu os autocarros turísticos que além de vermelhos são descapotáveis? Não passam despercebidos! E não é preciso estar em Itália para os ver. Basta ir até à nossa capital ou à capital de nuestros hermanos para encontrar um pouco por todo o lado os city sightseeing bus.  A minha primeira experiência com este meio de transporte foi em Florença, em pleno Agosto, e foi a partir desta mesma que cheguei aos quatro motivos que me fazem recomendar o city sightseeing bus em Florença

 

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 Imagem ritarada do site oficial

 

 

Mas o que é o city sightseeing bus

É um autocarro turístico que faz um percurso turístico de uma cidade ou local. Nos dias de hoje, já se encontram em todas as grandes cidades da Europa. Neste autocarro específico para turistas (principalmente porque custa mais do que os transportes públicos) tem-se a possibilidade de fazer de autocarro um ou mais itinerários na cidade (depende das linhas disponíveis na cidade em questão).

 

No geral, não gostava da ideia que estes autocarros representam. Fazia-me lembrar a ideia de passear passando, sem realmente ter visto algo de concreto. Falando no caso específico de Itália, tendo em conta que os centros históricos das cidades italianas são já muito restritos no que diz respeito aos veículos dos próprios moradores, qual é a utilidade de pagar por um transporte que não me leva ao centro?

 

No entanto, em Florença mudei de ideia. E aqui estão as 4 razões pelas quais fiquei rendida ao city sightseeing bus

 

1. Tens uma outra perspectiva da cidade

Caminhar pela cidade e perder-se é a melhor maneira para viver uma experiência única e inigualável. Todavia, desta vez com o city sightseeing bus, tive uma outra perspectiva sobre a cidade. Com duas rotas diferentes (a linha A e a linha B), foi possível ver o exterior da cidade e os quartieri menos conhecidos e mais distantes do centro. Além disso, foi possível andar a Fiesole, uma pequena cidade fora de Florença onde é possível visitar uma zona arqueológica que remonta ao século II a.C., incluindo um Teatro Romano.

 

2. Consegues visitar mais e melhor

Caminhar é bom e chega-se a sítios impossíveis de encontrar de outro modo, especialmente nos centros históricos das cidades italianas, onde é muito difícil mover-se com outro meio que não as pernas ou uma bicicleta. No entanto, os itinerários do bus em Florença são bem construidos, uma vez que as paragens onde podes subir e descer do autocarro são perto dos principais pontos de interesse. A título de exemplo, só com o city sighting bus consegui visitar o Palazzo Pitti e o Piazzale Michelangelo na mesma manhã (se virem o mapa, vêm que seria muito difícil fazê-lo caminhando). 

 

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 A minha foto típica de blogueira com o mapa na mão não ficou nada bem, pelo que vos deixo aqui uma fotografia da vista maravilhosa que se tem do Piazzale Michelangelo.

 

3. Tens uma audioguia que te explica o que estás a ver em várias línguas

Obviamente que, com a devida a informação, os transportes públicos também chegam ao Palazzo Pitti e ao Piazzale Michelangelo. No entanto, este bus destingue-se pela oferta previligiada da paisagem urbana e por incluir o serviço de audioguia a que temos acesso durante o percurso, que nos explica onde estamos a passar, o que estamos a ver e os factos históricos associados. À primeira entrada no autocarro, a acompanhadora que se encontra perto do condutor, dá-te um mapa da cidade com as informações turísticas principais, onde podes encontrar as paragens do autocarros e os horários em que passam, assim como um par de fones. Estes fones ligam-se depois às caixas de som que se encontram logo ao lado dos assentos e onde encontras disponíveis entre 7 a 10 línguas disponíveis (incluindo o português de Portugal).

 

4. Tens sempre transporte, mesmo depois do último city sightseeing bus

Os city sightseeing bus começam a operar a uma hora e terminam a uma outra (lembro-me que a última volta da linha A, que era aquela eu apanhava para o meu B&B - se não estás familiarizado com este termo, carrega aqui - acabava às 22h), sendo que os serviços nocturnos são assegurados pelos autocarros públicos, nos quais podes entrar com o bilhete do city sightseeing bus quando quiseres e as vezes que tiveres necessidade. 

 

É importante notar que, para ir até ao centro histórico, onde se encontra o Duomo de Florença, o Battistero e a Torre de Giotto ou ainda ir até à Piazza della Signoria ou ainda visitar o Ponte Vecchio - atrações principais da cidade - não é possível usar o city sightseeing bus, uma vez que este (como outros transportes públicos ou privados) não chega até ali. No entanto, existem paragens de autocarro  perto, estrategicamente colocadas. 

 

Um bilhete de 24horas de city sightseeing bus em Florença teve um custo de 23€ por pessoa. Todavia, se passarem mais tempo na cidade, compensa comprar o de 48h, uma vez que ao preço acresce apenas 5€

 

Aconselho a quem tenha vontade de usar este serviço de ver antes no site oficial as tarifas e os pontos onde passa o autocarro, pois pode nem sempre compensar. 

 

 

E vocês, já tiveram esta experiência? Têm vontade de experimentar? 

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25
Ago18

A Esta Blogger Foi Oferecido o Sunshine Blogger Award

Acho que o mundo dos blogues é tão popular 21143121_6AsJG.jpegporque consegue sempre surpreender-nos! Não estava nada há espera, mas a verdade é que alguém pensou em mim para atribuir-me a Sunshine Blogger Award!   A nomeação veio da querida Shy Girl do blogue Endless Things. Antes de mais, muito obrigada pela nomeação! Fiquei feliz especialmente porque as perguntas feitas pela Shy Girl são uma maneira divertida de dar a conhecer um bocadinho mais do blogue e de mim própria. As regras deste desafio são muito simples: 1) agradecer à blogger que te nomeou; 2) responder às 11 perguntas que foram feitas; 3) nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas; 4) colocar as regras na tua publicação, incluído também a imagem do prémio.

 

Vamos a isso?

 

1) Porque escolheram esse nome para o vosso blog?

O nome Dolce Amore Mio significa, literalmente Doce Amor Meu em italiano. Como Itália sempre foi um dos meus grandes amores (antes era o meu grande amor, pelo caminho fui arranjado outros) e neste blogue falo um bocadinho da minha experiência em ser voluntária europeia neste país, decidi que este era um nome que poderia funcionar.

 

2) Mudariam o assunto que abordam no vosso blog por dinheiro?

Absolutamente não. Depois de tantos anos de blogue em blogue (já tive muitos!) finalmente encontrei um tema e uma plataforma que realmente gosto e onde realmente me dá prazer escrever, publicar e interagir com quem comenta e com quem também escreve nos seus próprios cantinhos. 

 

3) Acreditam que tudo o que fazemos na vida tem um propósito? Porquê?

Sem dúvida, nem que seja o propósito de nos sentirmos seguros, felizes e realizados! Se não, porquê viver? Aproveitemos este dom que nos deram (o dom da existência) e façamos da nossa vida o melhor que conseguirmos.

 

4) Se pudessem entrar num filme, qual seria?

Vamos ao clichê absoluto? Harry Potter! Tenho 23 anos, mas serei sempre aquela miúda há espera que alguém lhe diga, "Helena, tu és uma bruxa!". Se não, viver uma aventura com Neo, em Matrix, também seria interessante.

 

5) A vossa casa estava a pegar fogo e só podiam pegar em 3 coisas, o que seria?

A carteira com os documentos, o telemóvel para falar com os meus pais e o computador, que tem toda uma vida de fotografias, textos e trabalhos dentro dele.

 

6) Preferem dar ou receber prendas?

Prefiro dar prendas. Adoro personalizar os presentes que ofereço e sinto que, mesmo que não seja o melhor presente do mundo, a pessoa que o recebe gosta pelo menos do facto que tenha sido pensado 100% para ela. Normalmente, não recebo presentes fantásticos, os que estão ao meu redor limitam-se a oferecer-me as coisas pelas quais expresso vontade de ter (90% são livros, 10% é maquilhagem).

 

7) Qual é a peça de roupa à qual não conseguem viver sem?

Casaco de Faux Leather. Next!

 

8) O vosso armário é repleto de roupas coloridas ou apenas com cores básicas?

Agora é mais colorido que antes (a minha adolescência foi vivida em volta de vestuário preto), mas mesmo assim deixo-me estar pelos básicos (branco, preto, camel e ganga). Tenho um ou outro apontamento colorido. 

 

9) Têm medos? A quê?

O meu maior medo é chegar ao fim da minha vida e arrepender-me de coisas que não fiz.

 

10) Se pudesses enfrentar um problema deixado para trás, enfrentavas-o?

Normalmente, não deixo problemas por resolver, I usually speak my mind. Mas se eventuamente algo foi deixado para trás, é porque não valeu a pena na altura. Porque há-de valer agora, que estou feliz com a minha vida?

 

11) Descrevam-se fisica e psicologicamente.

Baixa, cabelos e olhos castanhos, nariz torto. Determinada, motivada e com vontade de aprender mais, sobre tudo.  

 

As minhas 11 perguntas para a DesarrumadaDona de Casa, Maria das Palavras, Bruxa Mimi, GorduchitaMarta, Sofia, AnabelaC.S., Miguel e M.R. são:

 

1) De onde vem o nome do teu blogue?

2) Quando e porquê decidiste começar um blogue?

3) O que mais gostas e o que menos gostas de ler em outros blogues?

4) O que te faz seguir ou deixar de seguir outro/a blogger?

5) Se pudesses, dedicavas mais tempo ao teu blogue ou estás feliz com o teu trabalho actual?

6) Qual é a peça de roupa sem a qual não podes viver?

7) Tens alguma rotina "só tua" antes de dormir? (Rotina de beleza, de leitura, de exercício físico...)

8) Como te definiriam os teus amigos?

9) "Antes só que mal acompanhado". Sim ou não? Porquê?

10) Qual é o livro da tua vida?

11) Que história gostarias de ver em livro ou em filme?

 

 

O que acharam das minhas respostas? Qual seria a pergunta que me proporiam?

 

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24
Ago18

ITÁLIA VS PORTUGAL | Os Filmes Dobrados

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Desde sempre que estava habituada a ver um filme em inglês com as legendas em português. Era assim no nosso país, Portugal, nos tempos em que a televisão pública tinha aquelas programações fantásticas de sábado e domingo, depois de almoço: uma barrigada de filmes de todos os tipos e géneros. Mas não eram só filmes: lembro-me perfeitamente da RTP2 passar "Dexter" fora do horário nobre. Sempre em inglês, com legendas em português. Mas será que isto é assim tão importante? Na minha opinião, é sim, e nem nos apercebemos. Treinar o ouvido a sentir uma língua diferente enquanto trabalhamos o cérebro a acompanhar as legendas é um bom exercício de cognição. Penso que assim seja porque vejo que os meus amigos que estão habituados a verem filmes dobrados na própria língua têm muito mais dificuldade em acompanhar um filme legendado. Tudo para isto para chegar a...

 

... como estudante de línguas (ainda que já tenha acabado a licenciatura, estudar línguas é algo que nunca acaba), uma das minhas ferramentas mais preciosas é aquela de ver filmes com o áudio e as legendas na língua original. Ajuda-me muito ouvir como se diz uma palavra, principalmente o contexto em que é usada, ao mesmo tempo que vejo como se escreve. Desde pequena, que estava habituada a fazê-lo para o estudo do inglês. E depois decidi fazê-lo para o estudo do italiano. Até aqui, tudo bem.  

 

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 Um filme que segue as "minhas boas regras": áudio e legendas na mesma língua!

 

Mas e quando os filmes em língua inglesa são dobrados em italiano? A primeira vez que vim a Itália, não tinha noção quais eram os preceitos que aqui seguiam, não é uma coisa que estudemos na universidade... ali, só se ensinam e só se estudam coisas úteis (será?), pelo que fiquei admirada quando liguei a televisão e encontrei a transmissão de um episódio de "The Simpsons"... em italiano! Rapidamente dei-me conta que todo o tipo de conteúdo estrangeiro era dobrado da língua original para o italiano. 

 

Poderia pensar: "boa, se os italianos dobram tudo, tenho montes de filmes para ver e ouvir na língua italiana!". Sim, mas NÃO! É muito estranho conhecer a voz de um actor ou de uma actriz e, de repente, ver aquela cara associada a outra voz... principalmente quando são séries que acompanhamos há muito tempo (no meu caso, "Criminal Minds", "NCIS", "CSI" e "Family Guy" - que, a título de curiosidade, em italiano se chama "I Griffins", ou seja, "Os Griffins"). 

 

Sempre adorei cinema italiano. Fellini, Visconti e Pasolini nos clássicos, Özpetek e Lucini nos contemporâneos, o cinema italiano é uma das minhas grandes paixões e desde que comecei a perceber a língua que penso ter começado a apreciar ainda mais a beleza de cada um. Os cenários, os actores, as histórias e a língua são incríveis. Confesso que até as novelas dramáticas das 17h fazem as minhas delicias! Por isso, penso que se perca muito quando a voz original dos actores é substituída; parte da magia desaparece. 

 

A minha opinião sobre este assunto é que não sou a favor da dobragem de filmes, a não ser que estes sejam específicos para um público infanto-juvenil. Prefiro ver um filme com legendas numa língua que compreendo, mas sempre com o áudio original. 

 

A dobragem de filmes para a língua do país é uma prática comum também em Espanha e em França, mas não sei dizer sobre outros países. As minhas informações mega fidedignas vêm dos meus colegas voluntários destas duas nacionalidades, pelo que não tenho a certeza se Portugal é "pioneiro" nesta prática ou não. 

 

Vocês acham que é uma picuinhice minha ou também vos faz confusão? 

22
Ago18

Bolonha | A Torre degli Asinelli

As duas torres de Bolonha são símbolo da cidade, assim consideradas tanto por locais como por visitantes. Não passam despercebidas a ninguém, principalmente porque a Torre degli Asinelli é considerada a maior torre medieval inclinada do mundo. Com uma inclinação de 1.3º, foi construida entre 1109 e 1119 e tem uma altura de 97,2 metros. Para chegar ao topo e ter uma vista panorâmica incrível sobre a cidade é preciso subir 489 degraus. Já a torre mais pequena, Torre della Garisenda, foi construida entre 1109 e 1110 tem apenas 48 metros de altura. 

 

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 As duas torres vistas da entrada da Torre degli Asinelli e a vista para a Piazza Maggiore que se tem do topo da Torre degli Asinelli.

 

A Torre degli Asinelli tem este nome provavelmente por causa de Gherardo Asinelli, patriarca de uma das famílias mais proeminentes de Bolonha. Todavia, existem algumas lendas à volta desta torre e deste nome...

 

Asinelli não é só o sobrenome desta família... mas de um animal em particular muito associado à... burrice. Sim, a tradução literal de asinelli é burros e diz-se quem subir à torre antes de acabar os estudos, nunca mais os terminará (a primeira vez que estive em Bolonha foi em 2016... mas só acabei a licenciatura em 2017, pelo que só este ano subi à torre... nada de arriscar!). 

 

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A vista panorâmica sobre a cidade vermelha é incrivel! O sacrifício da subida vale muito a pena! O bilhete custa 5€e 3€ reduzido (reduzido para menores de 12 anos e maiores de 65, estudantes universitários e grupos com mais de 12 pessoas).

 

Outra lenda bastante conhecida é a do agricultor que trabalhava com dois ou três burritos. Um dia, enquanto estavam no campo, os burros começaram a escavar a terra fervorosamente. Encantado com a dedicação dos burros, o agricultor foi ver o que eles estavam a fazer. Foi quando descobriu uma caixa cheia de moedas de ouro e prata! O agricultor não disse nada e manteve o seu tesouro para si, partilhando-o discretamente com a sua mulher. Todavia, o seu filho, um homem de grande cultura, apaixonou-se por uma donzela de família rica. O pai da filha, sabendo as origens humildes do rapaz, riu-se na cara dele e disse-lhe que lhe daria a mão da sua filha se ele construisse a torre mais alta da cidade. Vendo a infelicidade do filho, o agricultor decide partilhar com o ele o segredo do tesouro encontrado e dá-lhe o dinheiro necessário para que ele construa a torre, sendo que a única imposição é que a torre se chamasse Tore degli Asinelli, em homenagem aos burros que encontraram o tesouro. 

 

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 Vista para a Catedral de São Petrónio, a igreja principal de Bolonha.

 

Subir à Torre degli Asinelli foi um dos feitos mais incríveis que fiz na minha vida, pelo menos, assim pareceu na altura. O calor húmido e sufocante da planície com o calor normal de Agosto fizeram desta missão uma coisa extraordinária. Subir todos aqueles degraus naquelas escadas de madeira íngremes que parecem que vão ceder a qualquer instante (vá, estou a dramatizar um bocadinho... mas quando vês que estão 100 pessoas a subir as escadas e sentes tudo a tremelicar, as vozes das pessoas cansadas, pessoas que param a meio para ganhar o fôlego... não é para todos!). Mas foi uma experiência inigualável e a vista merece todo o sacrifício. Dica: não leves pesos (mochilas ou malas), leva uns sapatos confortáveis e uma garrafinha de água na mão. Mesmo que não seja Verão... vais precisar!

 

Para mim, Bolonha é uma cidade incrível e com muitas histórias interessantes. Já ouviram falar dos Sete Segredos de Bolonha? Eu já encontrei seis, só já falta um... 

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