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06
Set18

6 Dicas para Melhores Traduções

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Tradução sempre foi um sonho para mim. Não foi por acaso que escolhi estudar línguas e literaturas quando chegou a hora de ingressar na universidade. Sempre gostei de ler e escrever, e a capacidade de ler textos nas suas línguas originais é uma das capacidades que desejo melhorar pessoalmente. A habilidade do tradutor em ler, captar a essência do escritor e traduzir numa língua diferente o que está escrito é fascinante. É um trabalho difícil de se fazer: mesmo sabendo que toda a gente interpreta o mundo de maneira diferente, temos de ter a capacidade de abstermo-nos de expressar a nossa interpretação. No entanto, como diz John Ciardi:

"O violino quando repete o que o piano apenas tocou, não pode gerar os mesmos sons; só se pode aproximar dos mesmos acordes. Pode, no entanto, fazer com que a mesma "música" seja reconhecível, a mesma essência. Mas só o pode fazer quando é fiel tanto à própria lógica do violino, como à própria lógica do piano". 

 

É um pensamento bonito, não é? Ou talvez seja só eu, mas penso que reflecte a ideia da tradução de forma clara e poética. 

 

Pelo caminho da vida, encontrei outros assuntos pelos quais me apaixonei e que assombraram o sonho da Tradução. Os objectivos de vida modificaram-se e oportunidades foram surgindo. Agora que estou a trabalhar num projecto de tradução que une as duas coisas pelas quais me interesso profissionalmente - a tradução e viajar em Itália - lembrei-me que poderia ser interessante partilhar os meus truques para traduzir.

 

Va bene, não são truques. A melhor descrição será hábitos para a construção de um ambiente de trabalho agradável e produtivo. Se tiveres de traduzir um documento para a escola, para a universidade ou para o trabalho, talvez estas dicas poderão ajudar-te. Se for um documento de grande importância, não hesites em contactar um tradutor profissional.

 

1. White Noise

Não consigo trabalhar (ou estudar) em casa sem música. Ou sinto-me sozinha ou os pensamentos na minha cabeça acabam por se atrapalhar. Todavia, música com voz ou músicas instrumentais conhecidas distraem-me facilmente, seja pelas letras, seja pelo ritmo. Arranjei solução quando descobri nas plataformas online o white noise, que praticamente, é um sinal aleatório de igual intensidade em diferentes frequências. Sabes quando o rádio está à procura da frequência? É isso, mas agradável. Este é um dos meus preferidos, porque tem um pequeno twist; parece um vazio que te rodeia e te permite concentrar facilmente no trabalho que tens a fazer. Também gosto de sentir sons da natureza, mas mais em outras situações (quando medito ou quando leio por prazer). 

 

2. Dicionário e Gramática

Estes dois são óbvios e imprescindíveis. Mesmo quando uma pessoa tem um conhecimento profundo de uma língua, existem regras ou excepções que provocam dúvidas ou ambiguidades, e estes dois recursos são o melhor para dissolver qualquer dúvida. Eu sou old fashion, continuo a usar os meus materiais de papel (em parte deve-se ao facto de já ter todos estes materiais de quando era estudante), mas também porque afasta qualquer tentação de usar sites pouco fidedignos, o que me leva ao próximo...

 

3. NÃO uses o Google Translate

O Google Translate pode ajudar a traduzir uma palavra ou uma pequena frase, todavia é errado pensar que o Google Translate ou qualquer outro tradutor online consegue substituir o trabalho de um tradutor. E sabem porquê? Porque o translate não reconhece o contexto! Aquilo que os tradutores online fazem é traduzir literalmente palavra por palavra. Às vezes faz sentido. Outras vezes, grande parte das vezes, nem que se o Coelhinho da Páscoa desse a cara, a frase ou texto faria qualquer sentido. 

Se tiveres de entregar um trabalho ou um documento importante e não tiveres ideia do que estás a fazer, não faças figura de urso. É fácil perceber quando uma pessoa usa ou não um tradutor online

 

4. Tem sempre o caderninho à mão 

Eu tenho um caderno onde escrevo regras de gramática, pontuação, expressões idiomáticas, and so on and so forth, que me causam mais dificuldade. É difícil recordar tudo e este é um método fantástico para ter a informação sempre à mão e aprender as regras: enquanto as escreves, estás a memorizá-las! Por exemplo, se não sei se uma vírgula deve estar naquele sítio ou não, pego no caderno e procuro a informação necessária, sabendo que já tive aquela dúvida e que a escrevi anteriormente. 

 

5. Lê, tira apontamentos, relê, escreve, descansa, volta a reler

Este é o meu passo a passo. Primeiro leio tudo e percebo o contexto do que estou a ler. Procuro palavras que não conheço ou expressões que não me são familiares. Procuro erros (se o original tem erros, como é possível evitá-los na tradução?) e tiro apontamentos. Depois volto a reler tudo e começo a tradução em si. Todavia, não corrijo o trabalho imediatamente. Em vez disso, faço outra coisa qualquer que não tenha a ver com aquele texto, uma vez que, para mim, é importante limpar a mente daquela escrita para que, quando a releio para a corrigir, não esteja saturada e mais inclinada a ignorar erros. 

 

6. Pesquisa, pesquisa, lê, lê

Sem ler, uma pessoa não tem ferramentas para escrever, já dizia o carissimo Stephen King (mais ou menos assim, o verdadeiro quote poder ler-se aqui). Não é diferente com a tradução. É preciso ler muito e praticar muito. Na parte da "pesquisa" entenda-se pesquisar tudo o que não se sente "natural" (ou seja, se uma frase não parece ser normal, pesquisa para tirar essa dúvida). Usa todos os recursos a que tens acesso: os recursos falado no ponto 2 e outros, como enciclopédias online, gramáticas e fóruns de ajuda fidedignos.

 

 

Vocês são o tipo de pessoa de fazer traduções? E fazem por gosto ou por necessidade?

Gostam deste tipo de publicação? Não deixem de dizer o que pensam na caixa de comentários 

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O Dolce Amore Mio nasceu da vontade de partilhar a minha experiência enquanto voluntária europeia (SVE) em Itália. No entretanto, arranjei espaço para outros temas, como cozinhar e viajar.


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