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DOLCE AMORE MIO
O blogue de uma Portuguesa em Itália ✈️







Buongiorno, principessa!
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DOLCE AMORE MIO

O blogue de uma Portuguesa em Itália ✈️

03
Nov18

Do clichê: November, please be good

Não acredito que 2018 já está a chegar ao fim… Este ano tem sido um ano fantástico em todos os sentidos, profissional e pessoalmente. Novos desafios foram aparecendo, enquanto outras aventuras ficaram para trás. Depois de um ano fantástico enquanto voluntária europeia, entrar no mundo do trabalho a pés juntos foi uma viagem que eu há muito estava preparada para fazer, mas que não sabia que seria tão arrebatador e intenso.

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Não tendo nada a ver e só porque posso, deixo-vos uma fotografia do pôr-de-sol em Genova, tirada no inicio do meu Serviço Voluntário. 

 

 

 

06
Out18

Não é Só Setembro o Mês de Recomeços

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As minhas novas vistas! Sigam no instagram para estarem sempre a par das novidades.

 

No momento que me sentia completamente em harmonia com este espaço virtual, uma mudança na minha vida chegou e revoltou tudo. Nada é como uma semana atrás, na pacatez da vida de uma voluntária do Serviço de Voluntariado Europeu, com uma colega de casa francesa e tantas portas abertas para o futuro. Agora, vejo-me numa situação em que nunca estive, porque antes era cedo demais. Dizer que agora é o momento perfeito, talvez

 

19
Set18

Portugal vs Itália | O Pastel de Nata e o Cornetto Dolce

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Ser emigrante é ter saudades da simplicidade que é ir a um café ou um bar, pedir um café e um pastel de nata. O café vem cheio e o pastel de nata com canela. Primeiro come-se o creme com a colherzinha que usámos para mexer o açúcar, depois vamos bebericando o café com calma, apreciando o sabor, a textura e a cremosidade. Ser emigrante é ter tantas saudades que se comete a loucura de tentar reproduzir um daqueles que é considerado símbolo nacional da gastronomia portuguesa. Ser emigrante é falhar miseravelmente, mas ainda assim saber melhor do que nada. 

 

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Ser emigrante em Itália é ir a um café ou um bar pela manhã e pedir um cornetto dolce (croissant doce) e um cappuccino. No caso da intolerância à lactose, um café (que vem sempre curto, curtinho... aquilo a que nós chamamos uma italiana!), que vem sempre acompanhado de uma goccia d'acqua ("gota de água") natural ou com gás. Ser emigrante em Itália é não ter um pata de veado, um babá de chocolate ou um bolo xadrez (o meu preferido!), mas haver cannolo siciliano com creme de ricotta, ciambella ou todos os pasticcini ("bolinhos") cheio de cor, sabor, creme e fruta. Não me posso queixar. 

 

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O café mais in fica, normalmente, na praça principal da cidade.

 

Ir ao café tomar o pequeno-almoço é um modo de socialização muito difuso nesta para da Emilia-Romagna, sendo que as tradições e hábitos mudam muito de região para região. Aqui, todas as horas são boas para ir ao bar prendere un caffè ("beber um café"), mas antes de ir para o trabalho ou a meio da manhã, é sagrado!  

 

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29
Ago18

Florença | Dia 1 - As Paisagens

Voltei a Florença durante as férias deste Verão e vivi-a come nunca a tinha vivido antes. Dois dias na capital da Arte e da Cultura italiana, dois dias de muita gente, muito calor, muito Sol mas também muita chuva. Foram dois dias de museus, igrejas, pessoas, lugares e comida muito boa. Foram dois dias de uma correria incrível, de muitos quilómetros percorridos a pé mas também de uma satisfação inigualável. Florença é, sem dúvida, umas das cidades mais bonitas onde já estive e onde voltarei sempre que possível. 

 

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Ponte Vecchio, uma das atracções principais de Florença. É entre esta ponte e o Mercato del Porcellino que se encontra a agência para comprar o bilhete do bus turístico que eu falo aqui.

 

Contexto da viagem: Verão, cidade lotada de pessoas, tempo que combinava calor e chuva, duas pessoas com pouca vontade de caminhar.

 

Dia 1 - Ver as Vistas

A primeiríssima coisa que fizemos quando chegámos a Florença foi ir à Bilheteira do Grande Museu del Duomo, comprar a entrada para o Battistero, para o Museu e para a Torre di Giotto. Como fomos super cedo não demorámos nada na fila. Também é possível comprar on-line, mas como foi uma viagem "ao sabor do vento", acabei por não organizar muito antes. Cada bilhete custa 18€ e tem-se 72h depois da primeira entrada. Todavia, como escrevi na publicação 4 Motivos para Apanhar o City Sightseeing Bus em Florença, o primeiro dia foi, basicamente, para a aproveitar as vistas. Fizemos imensas voltas com este bus e visitámos os sítios mais distantes do centro histórico. Visitámos o Palazzo Pitti durante a manhã, o que foi uma grande desilusão porque não nos apercebemos que o palácio estava fechado e acabámos só por visitar os Giardini dei Boboli (Jardins dos Boboli). 

 

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Entrada do Palazzo Pitti e entrada do Giardini dei Boboli. Os jardins são algo de fantástico, parecia que estava no Olimpo. Uma atmosfera muito particular, no entanto pagava outra vez para ir lá (10€ o bilhete).

 

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Dentro dos jardins existe o Museu de Porcelanas, que se encontra neste edifício cor-de-rosa. O melhor: é preciso subir todo o o jardim para chegar até lá acima! Custa um bocadinho, mas não é nada que não se faça. Levem ténis, principalmente se querem explorar bem o jardim. O senhor da bilheteira disse-me que a visita poderia demorar mais de duas horas, fossem percorridos todos os caminhos e vistas todas as estátuas.

 

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A vista para as colinas onde se encontra Fiesole.

 

Dicanão façam como eu, que dei por certo que, como estávamos numa cidade mega turística durante o Verão, tudo estava aberto. Não estava. Grande parte dos museus e monumentos a pagamento estão fechados às segundas.

 

Depois, ainda na mesma manhã, continuámos a fazer todo o percurso da cidade com o bus, na linha B; passeámos pelas colinas e decidimos sair no Piazzale Michelangelo, onde se tem uma vista fantástica sobre a cidade. Tão fantástica que lá fomos parar durante a manhã e durante a tarde, esta última para ver o pôr-do-sol.

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A vista sobre a cidade durante a manhã

 

De manhã, não havia quase ninguém; ao fim da tarde, havia música ao vivo mas não havia espaço nem para nos sentarmos nas escadas, nem para nos encostarmos ao muro. Uma das coisas a fazer em Florença é beber um copo de vinho toscano enquanto se vê a paisagem no Piazzale Michelangelo com o pôr-de-sol e, realmente, para quem quer descontrair e aproveitar a companhia dos amigos, é um sítio fantástico. Para quem quer apreciar a vista, tirar fotografias e estar tranquilo, sem muita gente, não aconselho este lugar depois das cinco horas da tarde. De resto, esta praça não tem mais nada de interessante, a não ser uma cópia da estátua de David, de Michelangelo e dois ou três vendedores ambulantes que vendem os típicos chapéus, óculos de sol, entre outros. 

 

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O piazzale durante ao pôr-de-sol depois de uma tarde chuvosa

 

Voltámos com o bus para o centro e saímos na paragem ao pé da estação Santa Maria Novella. Dali ao Mercato di San Lorenzo são 10 minutos pouco caminhados. Recomendo a quem quiser comer bem e típico, mas não assim tão em conta. O conceito lembrou-me o Mercado da Ribeira, em Lisboa. Infelizmente, não tirei fotografias neste sítio porque entretanto fiquei sem bateria, no entretanto podem ver aqui mais informações. 

 

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 Lateral e torre do Duomo de Fiesole

 

Acabámos de almoçar e estávamos com intenção de dar uma voltinha pelo centro, mas no entretanto começou a chover fortemente. Só tivemos tempo de chegar ao B&B (farei a minha review sobre ele num próximo post) e esperar que a tempestade passasse. Quando a tempestade passou, lá fomos nós andar dar outra volta no bus sightseeing. Acabámos por apanhar a linha B e fomos visitar Fiesole. Fiquei completamente encartada com as paisagens de Florença até Fiesole porque subimos as colinas e o verde da cidade, da Toscana, é uma imagem incrível. Depois de Fiesole, tornámos para o centro sempre com o bus, o que ainda demorou entre uma hora e uma hora e meia, sendo que passámos pelo exterior da cidade, passando inclusive pelo Estádio da Fiorentina

 

 Em breve, o segundo dia deste passeio maravilhoso 

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22
Ago18

Bolonha | A Torre degli Asinelli

As duas torres de Bolonha são símbolo da cidade, assim consideradas tanto por locais como por visitantes. Não passam despercebidas a ninguém, principalmente porque a Torre degli Asinelli é considerada a maior torre medieval inclinada do mundo. Com uma inclinação de 1.3º, foi construida entre 1109 e 1119 e tem uma altura de 97,2 metros. Para chegar ao topo e ter uma vista panorâmica incrível sobre a cidade é preciso subir 489 degraus. Já a torre mais pequena, Torre della Garisenda, foi construida entre 1109 e 1110 tem apenas 48 metros de altura. 

 

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 As duas torres vistas da entrada da Torre degli Asinelli e a vista para a Piazza Maggiore que se tem do topo da Torre degli Asinelli.

 

A Torre degli Asinelli tem este nome provavelmente por causa de Gherardo Asinelli, patriarca de uma das famílias mais proeminentes de Bolonha. Todavia, existem algumas lendas à volta desta torre e deste nome...

 

Asinelli não é só o sobrenome desta família... mas de um animal em particular muito associado à... burrice. Sim, a tradução literal de asinelli é burros e diz-se quem subir à torre antes de acabar os estudos, nunca mais os terminará (a primeira vez que estive em Bolonha foi em 2016... mas só acabei a licenciatura em 2017, pelo que só este ano subi à torre... nada de arriscar!). 

 

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A vista panorâmica sobre a cidade vermelha é incrivel! O sacrifício da subida vale muito a pena! O bilhete custa 5€e 3€ reduzido (reduzido para menores de 12 anos e maiores de 65, estudantes universitários e grupos com mais de 12 pessoas).

 

Outra lenda bastante conhecida é a do agricultor que trabalhava com dois ou três burritos. Um dia, enquanto estavam no campo, os burros começaram a escavar a terra fervorosamente. Encantado com a dedicação dos burros, o agricultor foi ver o que eles estavam a fazer. Foi quando descobriu uma caixa cheia de moedas de ouro e prata! O agricultor não disse nada e manteve o seu tesouro para si, partilhando-o discretamente com a sua mulher. Todavia, o seu filho, um homem de grande cultura, apaixonou-se por uma donzela de família rica. O pai da filha, sabendo as origens humildes do rapaz, riu-se na cara dele e disse-lhe que lhe daria a mão da sua filha se ele construisse a torre mais alta da cidade. Vendo a infelicidade do filho, o agricultor decide partilhar com o ele o segredo do tesouro encontrado e dá-lhe o dinheiro necessário para que ele construa a torre, sendo que a única imposição é que a torre se chamasse Tore degli Asinelli, em homenagem aos burros que encontraram o tesouro. 

 

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 Vista para a Catedral de São Petrónio, a igreja principal de Bolonha.

 

Subir à Torre degli Asinelli foi um dos feitos mais incríveis que fiz na minha vida, pelo menos, assim pareceu na altura. O calor húmido e sufocante da planície com o calor normal de Agosto fizeram desta missão uma coisa extraordinária. Subir todos aqueles degraus naquelas escadas de madeira íngremes que parecem que vão ceder a qualquer instante (vá, estou a dramatizar um bocadinho... mas quando vês que estão 100 pessoas a subir as escadas e sentes tudo a tremelicar, as vozes das pessoas cansadas, pessoas que param a meio para ganhar o fôlego... não é para todos!). Mas foi uma experiência inigualável e a vista merece todo o sacrifício. Dica: não leves pesos (mochilas ou malas), leva uns sapatos confortáveis e uma garrafinha de água na mão. Mesmo que não seja Verão... vais precisar!

 

Para mim, Bolonha é uma cidade incrível e com muitas histórias interessantes. Já ouviram falar dos Sete Segredos de Bolonha? Eu já encontrei seis, só já falta um... 

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O Dolce Amore Mio nasceu da vontade de partilhar a minha experiência enquanto voluntária europeia (SVE) em Itália. No entretanto, arranjei espaço para outros temas, como cozinhar e viajar.


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