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DOLCE AMORE MIO
O blogue de uma Portuguesa em Itália ✈️







Buongiorno, principessa!
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18
Set18

Sulmona | A cidade dos Confetti

Região: Abruzos
Cidade distrito: Áquila

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No coração da cidade, vemos o viaduto que a atravessa e a montanha, que envolve todo o cenário fantástico desta cidade tão pouco falada em termos turísticos.

 

Sou uma miúda sortuda, sempre o fui. E durante este ano de Serviço Voluntário Europeu ainda o fui mais, uma vez que tive oportunidade de viajar por sítios maravilhosos, fascinantes e realmente ricos culturalmente. Durante este Verão, em específico, viajei até à cidade de Sulmona, nos Abruzos. Esta cidade ficou especialmente conhecida depois que Harry e Meghan escolheram os Confetti de Sulmona para o seu matrmónio real. Todavia, não foi a primeira que estes confetti foram escolhidos para um casamento real; também foram os predilectos para o casamento de Carlo e princesa Diana, assim como o casamento de William e Kate. Mas afinal o que são os confetti? Nada mais, nada mais que as típicas amêndoas da Páscoa! Com um coração de amêndoa, estes confetti juntam este fruto seco à massa de açúcar e goma arábica. Este tipo de confetti é o tradicional, mas hoje em dia já se fazem de todos os tipos. Por exemplo, com avelãs e chocolate, ou limão. De qualquer forma, são um festim para o paladar!

 

 

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As ruas de Itália - de toda a Itália! - são sempre um cenário fantástico! | Duas flores feitas de confetti - que espectáculo!

 

A particularidade dos confetti de Sulmona é que são trabalhados de forma particular. Feitos à mão, é possível encontrar pelas ruas da cidade montras "floridas" de confetti: cada pétala é comestível e bem-vinda! Como podem imaginar, é um trabalho minucioso, no qual se deve empenhar tempo, dedicação e criatividade. Para os não fãs desta beleza, também é possível comprar pacotes normais de confetti.

 

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Tentando ~muito pouco~ tirar fotos giras. O meu fotógrafo é o homem mais talentoso e paciente do mundo!

 

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Sabem porque é a que as piazza (praças) são tão importantes na cultura italiana? Porque serve de ponto de encontro a amigos, namorados e vizinhos; serve como palco a manifestações culturais e artisticas, como concertos ou assembleias. Esta na fotografia é a Piazza XX Settembre, onde podem ver a estátua do famoso poeta Ovídio, nascido nesta cidade. Todavia, existe uma outra praça importante na cultura desta cidade, que se chama Piazza Garibaldi, também conhecida como Piazza del Mercato ("Praça do Mercato", porque é onde se organizava e ainda se organiza o mercado semanal). Todavia, esta encontrava-se fechada porque naquela noite se realizaria ali uma das edições da Giostra Cavalleresca di Sulmona, uma actividade cultural belissima, cheia de representações do passado! Quem tiver curiosidade, poderá consultar este site, uma vez que não estou em grado de falar deste evento.Infelizmente, não pude ficar para ver!

 

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Nestas fotografias, é possível ver a Fontana del Vecchio ("Fonte do Velho") e a fachada da fábrica de confetti que se diz ser a mais antiga de Itália.

 

Esta fonte existe desde antes 1474. O seu nome vem da figura de um velho, que a caracteriza. Diz a tradição que o velho representando é o mítico fundador de Sulmona: Solimo, um dos amigos do herói troiano Enea, enquanto outros dizem que seria uma representação da nobre família de Vecchis.

 

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Igreja de Santa Maria della Tomba 

Esta igreja é um bocadinho particular. Por fora, não é muito estética, mas dentro garanto-vos que dentro é diferente, muito mais ornamentada do que aquilo que se poderia pensar. Reza a lenda que esta igreja foi construída a partir de um templo pré-existente dedicado a Júpiter, e que a casa do famoso poeta Ovídio era também nesta área. É uma igreja dedicada à Nossa Senhora da Assunção. 

 

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 Igreja da Nossa Senhora Annunziata na rua principal de Sulmona: Corso Ovidio

 

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O interior da Annunziata.

 

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Porta Pacentrana. Como o nome indica, "para o centro" da cidade. Estima-se que seja do século XIII.

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O centro histórico de Sulmona é fácil de percorrer a pé, pois todos os monumentos estão muito perto uns dos outros. A melhor maneira de chegar a esta cidade é de carro, pois sendo uma cidade de montanha, os transportes públicos são inexistentes. Nós percorremos as auto-estradas que ligam Teramo a Áquila e fomos, basicamente, seguindo o GPS (our best friend!). Só pelo cenário das montanhas que envolvem a cidade, já vale a pena o esfoço 

 

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12
Set18

#01 Gosto e Recomendo | B&B em Florença

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 Ambiente muito tranquilo mesmo no centro da cidade de Florença. 

 

Depois de ter escrito um bocadinho sobre os meus dois dias em Florença, com uma sugestão de roteiro para o dia 1 e para o dia 2, e depois de também ter falado aqui da ideia de B&B e do melhor site para pesquisar este tipo de hospedagem em Itália, gostaria de vos falar do B&B onde fiquei na última vez que estive na cidade berço do Renascimento.

 

Sem grandes delongas, porque a verdade é que não há mil coisas a serem ditas, aqui vos deixo a minha opinião e sugestão.

 

B&B Soggiorno Venere é muito fácil de se encontrar. Se chegarem a Florença através da Estação Santa Maria Novella, basta enredar pelo Largo Fratelli Alinari (a rua principal que se encontra depois do McDonalds que se vê à frente da estação), caminhar cerca 15 minutos e, à vossa esquerda, vão encontrar a Via Guelfa. Este B&B encontra-se a 7 minutos do Mercato di San Lorenzo e a 12 minutos da Piazza del Duomo, a pé. A melhor parte é que, mesmo ao pé do B&B, existe uma loja “tudo a 99 cêntimos” – desde cosméticos a comida, passando pelos souvernirs, até a pratos reutilizáveis – e um mini supermercado Pam. Estes foram dois recursos que ajudaram no orçamento desta viagem, uma vez que o alojamento não tinha pequeno-almoço incluído (). Todavia, compreende-se o porquê de tal quando se entra na instalação: o espaço “cozinha” (que só tem um frigorífico pequeno) não tem condições para servir o pequeno-almoço. No entanto, o quarto tinha um fervedor de água, chá e café (instantâneo), além de duas taças e duas colheres de café.

 

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 A cama é muito confortável e espaçosa, especialmente depois de um dia muito cansativo.

 

A dona do estabelecimento foi sempre muito cordial e gentil, sendo que nos acomodou muito bem mesmo quando tivemos de mudar a hora de chegada (chegámos mais cedo). Além disso, no último dia, já depois de ter feito o check out, permitiu-me deixar a mochila para que pudesse continuar a visita do dia 2 sem stress

O quarto custou 54€/noite (não por pessoa, por quarto, mas não tenho a certeza se os preços mudaram ou não) e tinha casa-de-banho interior, televisão, ar condicionado e secador para o cabelo

 

O sítio não é luxuoso, não é o tipo de sítio onde se vai pelas qualidades da hospedagem. Ali paga-se pela cama bem perto do centro, o que ajuda a poupar nos transportes públicos e no tempo que se perde em viagens entre o centro de Florença e os hotéis/hospedagens na periferia da cidade. 

 

 Eu gostei deste sítio e recomendo 

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04
Set18

Florença | Dia 2 - O Centro Histórico

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Grande Museu do Duomo

 

Já vos falei como foi o primeiro dia em Florença. Foi um itinerário curto mas cheio de surpresas e momentos incríveis desta viagem! O segundo dia foi para usar aquele bilhete que já tínhamos comprado no dia anterior. E acreditem: vocês vão precisar do dia todo para conseguirem visitar todos os quatro edificios a que têm entrada, mesmo que estejam todos num raio de meio quilómetro. Decidimos visitar primeiro o Battistero, depois a Torre di Giotto, a seguir o Duomo e, para finalizar, o Museu del DuomoAtençãonão é preciso bilhete para entrar no Duomo di Santa Maria del Fiore, no entanto, é preciso se quiserem visitar a Santa Reparata (já dentro do Duomo). O bilhete também dá acesso à cupula do Duomo, no entanto, as marcações devem ser feitas com muito tempo de antecedência, pelo que não conseguimos entrar (vejam sempre on-line se for algo que querem mesmo muito fazer!). 

 

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 Cúpula da Catedral de Florença e interior da cúpula, um afresco incrível que retrata o Judicio Universal.

 

Como ou porquê decidimos esta ordem de visita? Fácil. Fomos sempre para as filas que pareciam menos curtas. Como chegámos ao Battistero mesmo à hora de abertura, demorámos apenas quarenta minutos para entrar. Depois, fomos à Torre di Giotto e estivemos na fila uma hora e meia, demorámos outra hora e meia a subir tudo (desaconselho a visitarem a torre ao final do dia... não há corpo que aguente!) e a apreciar a paisagem. Em seguida, foi o tormento: estivemos três horas na fila para entrar no Duomo! Estava sol e calor, mas não exageradamente (começou a ficar demasiado calor a partir das 14h) mas, felizmente, não choveu como no dia anterior. Como estávamos na fila durante a hora de almoço, fomo-nos revezando a ir comer e a ir à casa-de-banho e assim o tempo passou um bocadinho mais depressa.

  

Dica: as senhoras que tragam sempre uma encharpe leve dentro da mala (e os senhores também, se usarem cavas) porque podem estar três horas na fila e depois não vos deixam entrar pela indumentária (existem sempre uns senhores há porta das igrejas a venderem lenços e encharpes, mas é esse dinheiro que poupam, se não vos é necessário uma encharpe ou lenço de não tão boa qualidade). 

 

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Fachada da Catedral Santa Maria del Fiore e Torre di Giotto.

 

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Detalhes da catedral vistos da Torre di Giotto e eu, num esforço de tirar uma foto digna do Instagram.

 

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Vista da Torre di Giotto. Faz lembrar a vista da Torre degli Asinelli em Bologna?

 

Depois do Duomo, acabámos a visita no Grande Museo del Duomo, onde não havia fila para entrar. A visita ao museu foi interessante, mas infelizmente já não tínhamos grande tempo para lhe dedicar. O museu é cheio de coisas maravilhosas: estátuas, portas completamente trabalhadas em ouro e prata, artefactos de grande valor usados nas celebrações religiosas, entre tantas outras coisas. Uma das minhas partes preferidas do museu é aquela dedicada à construção da cúpula, onde se podem ver os instrumentos usados para a construir (lembrando que a cúpula desta catedral foi uma construção muito ambiciosa para o seu tempo - 1420 - tendo sido por muito tempo considerada a maior cúpula do mundo). 

 

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Parte inicial do Grande Museu del Duomo e estátua "Madalena em Penitência", de Donatello. Esta estátua tem um metro e oitenta de altura!

 

Acabámos a nossa viagem a Florença com uma passagem rápida à Piazza della Signoria e ao Piazzale degli Uffizi.

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Estátua de Leonardo Da Vinci no Piazzale degli Uffici e tecto feito de afrescos no claustro do Palazzo Vecchio. 

 

A Piazza della Signoria é incrível e merecia ter sido visto melhor. Vale a pena porque ali ao redor é um pequeno centro de arte e beleza e indescritível: bem à porta do Palazzo Vecchio (antiga casa dos Medici e actual edifício do município de Florença) podemos ver uma imitação da icónica estátua David de Michelangelo, cujo original (1503) está localizado na Galeria da Academia, e o Hércules e Caco de Bandinelli. Mesmo ao virar da esquina, podemos encontrara Galleria degli Uffizi, um dos museus mais visitados a nível mundial. Infelizmente, nunca tive oportunidade de visitar porque é preciso marcar com muito tempo de antecedência. Todavia, vale muito a pena visitar o Piazzale degli Uffizi, a praça onde é possível ver estátuas dos grandes nomes da arte, literatura e cultura italiana. 

 

E aqui terminámos a nossa viagem a Florença. Num próximo artigo trarei a minha opinião sobre o sítio onde ficámos alojadas, fiquem atentos se tiverem interesse neste tipo de informação. 

 

Já visitaram Florença? Ficaram rendidos como eu?

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29
Ago18

Florença | Dia 1 - As Paisagens

Voltei a Florença durante as férias deste Verão e vivi-a come nunca a tinha vivido antes. Dois dias na capital da Arte e da Cultura italiana, dois dias de muita gente, muito calor, muito Sol mas também muita chuva. Foram dois dias de museus, igrejas, pessoas, lugares e comida muito boa. Foram dois dias de uma correria incrível, de muitos quilómetros percorridos a pé mas também de uma satisfação inigualável. Florença é, sem dúvida, umas das cidades mais bonitas onde já estive e onde voltarei sempre que possível. 

 

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Ponte Vecchio, uma das atracções principais de Florença. É entre esta ponte e o Mercato del Porcellino que se encontra a agência para comprar o bilhete do bus turístico que eu falo aqui.

 

Contexto da viagem: Verão, cidade lotada de pessoas, tempo que combinava calor e chuva, duas pessoas com pouca vontade de caminhar.

 

Dia 1 - Ver as Vistas

A primeiríssima coisa que fizemos quando chegámos a Florença foi ir à Bilheteira do Grande Museu del Duomo, comprar a entrada para o Battistero, para o Museu e para a Torre di Giotto. Como fomos super cedo não demorámos nada na fila. Também é possível comprar on-line, mas como foi uma viagem "ao sabor do vento", acabei por não organizar muito antes. Cada bilhete custa 18€ e tem-se 72h depois da primeira entrada. Todavia, como escrevi na publicação 4 Motivos para Apanhar o City Sightseeing Bus em Florença, o primeiro dia foi, basicamente, para a aproveitar as vistas. Fizemos imensas voltas com este bus e visitámos os sítios mais distantes do centro histórico. Visitámos o Palazzo Pitti durante a manhã, o que foi uma grande desilusão porque não nos apercebemos que o palácio estava fechado e acabámos só por visitar os Giardini dei Boboli (Jardins dos Boboli). 

 

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Entrada do Palazzo Pitti e entrada do Giardini dei Boboli. Os jardins são algo de fantástico, parecia que estava no Olimpo. Uma atmosfera muito particular, no entanto pagava outra vez para ir lá (10€ o bilhete).

 

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Dentro dos jardins existe o Museu de Porcelanas, que se encontra neste edifício cor-de-rosa. O melhor: é preciso subir todo o o jardim para chegar até lá acima! Custa um bocadinho, mas não é nada que não se faça. Levem ténis, principalmente se querem explorar bem o jardim. O senhor da bilheteira disse-me que a visita poderia demorar mais de duas horas, fossem percorridos todos os caminhos e vistas todas as estátuas.

 

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A vista para as colinas onde se encontra Fiesole.

 

Dicanão façam como eu, que dei por certo que, como estávamos numa cidade mega turística durante o Verão, tudo estava aberto. Não estava. Grande parte dos museus e monumentos a pagamento estão fechados às segundas.

 

Depois, ainda na mesma manhã, continuámos a fazer todo o percurso da cidade com o bus, na linha B; passeámos pelas colinas e decidimos sair no Piazzale Michelangelo, onde se tem uma vista fantástica sobre a cidade. Tão fantástica que lá fomos parar durante a manhã e durante a tarde, esta última para ver o pôr-do-sol.

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A vista sobre a cidade durante a manhã

 

De manhã, não havia quase ninguém; ao fim da tarde, havia música ao vivo mas não havia espaço nem para nos sentarmos nas escadas, nem para nos encostarmos ao muro. Uma das coisas a fazer em Florença é beber um copo de vinho toscano enquanto se vê a paisagem no Piazzale Michelangelo com o pôr-de-sol e, realmente, para quem quer descontrair e aproveitar a companhia dos amigos, é um sítio fantástico. Para quem quer apreciar a vista, tirar fotografias e estar tranquilo, sem muita gente, não aconselho este lugar depois das cinco horas da tarde. De resto, esta praça não tem mais nada de interessante, a não ser uma cópia da estátua de David, de Michelangelo e dois ou três vendedores ambulantes que vendem os típicos chapéus, óculos de sol, entre outros. 

 

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O piazzale durante ao pôr-de-sol depois de uma tarde chuvosa

 

Voltámos com o bus para o centro e saímos na paragem ao pé da estação Santa Maria Novella. Dali ao Mercato di San Lorenzo são 10 minutos pouco caminhados. Recomendo a quem quiser comer bem e típico, mas não assim tão em conta. O conceito lembrou-me o Mercado da Ribeira, em Lisboa. Infelizmente, não tirei fotografias neste sítio porque entretanto fiquei sem bateria, no entretanto podem ver aqui mais informações. 

 

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 Lateral e torre do Duomo de Fiesole

 

Acabámos de almoçar e estávamos com intenção de dar uma voltinha pelo centro, mas no entretanto começou a chover fortemente. Só tivemos tempo de chegar ao B&B (farei a minha review sobre ele num próximo post) e esperar que a tempestade passasse. Quando a tempestade passou, lá fomos nós andar dar outra volta no bus sightseeing. Acabámos por apanhar a linha B e fomos visitar Fiesole. Fiquei completamente encartada com as paisagens de Florença até Fiesole porque subimos as colinas e o verde da cidade, da Toscana, é uma imagem incrível. Depois de Fiesole, tornámos para o centro sempre com o bus, o que ainda demorou entre uma hora e uma hora e meia, sendo que passámos pelo exterior da cidade, passando inclusive pelo Estádio da Fiorentina

 

 Em breve, o segundo dia deste passeio maravilhoso 

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22
Ago18

Bolonha | A Torre degli Asinelli

As duas torres de Bolonha são símbolo da cidade, assim consideradas tanto por locais como por visitantes. Não passam despercebidas a ninguém, principalmente porque a Torre degli Asinelli é considerada a maior torre medieval inclinada do mundo. Com uma inclinação de 1.3º, foi construida entre 1109 e 1119 e tem uma altura de 97,2 metros. Para chegar ao topo e ter uma vista panorâmica incrível sobre a cidade é preciso subir 489 degraus. Já a torre mais pequena, Torre della Garisenda, foi construida entre 1109 e 1110 tem apenas 48 metros de altura. 

 

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 As duas torres vistas da entrada da Torre degli Asinelli e a vista para a Piazza Maggiore que se tem do topo da Torre degli Asinelli.

 

A Torre degli Asinelli tem este nome provavelmente por causa de Gherardo Asinelli, patriarca de uma das famílias mais proeminentes de Bolonha. Todavia, existem algumas lendas à volta desta torre e deste nome...

 

Asinelli não é só o sobrenome desta família... mas de um animal em particular muito associado à... burrice. Sim, a tradução literal de asinelli é burros e diz-se quem subir à torre antes de acabar os estudos, nunca mais os terminará (a primeira vez que estive em Bolonha foi em 2016... mas só acabei a licenciatura em 2017, pelo que só este ano subi à torre... nada de arriscar!). 

 

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A vista panorâmica sobre a cidade vermelha é incrivel! O sacrifício da subida vale muito a pena! O bilhete custa 5€e 3€ reduzido (reduzido para menores de 12 anos e maiores de 65, estudantes universitários e grupos com mais de 12 pessoas).

 

Outra lenda bastante conhecida é a do agricultor que trabalhava com dois ou três burritos. Um dia, enquanto estavam no campo, os burros começaram a escavar a terra fervorosamente. Encantado com a dedicação dos burros, o agricultor foi ver o que eles estavam a fazer. Foi quando descobriu uma caixa cheia de moedas de ouro e prata! O agricultor não disse nada e manteve o seu tesouro para si, partilhando-o discretamente com a sua mulher. Todavia, o seu filho, um homem de grande cultura, apaixonou-se por uma donzela de família rica. O pai da filha, sabendo as origens humildes do rapaz, riu-se na cara dele e disse-lhe que lhe daria a mão da sua filha se ele construisse a torre mais alta da cidade. Vendo a infelicidade do filho, o agricultor decide partilhar com o ele o segredo do tesouro encontrado e dá-lhe o dinheiro necessário para que ele construa a torre, sendo que a única imposição é que a torre se chamasse Tore degli Asinelli, em homenagem aos burros que encontraram o tesouro. 

 

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 Vista para a Catedral de São Petrónio, a igreja principal de Bolonha.

 

Subir à Torre degli Asinelli foi um dos feitos mais incríveis que fiz na minha vida, pelo menos, assim pareceu na altura. O calor húmido e sufocante da planície com o calor normal de Agosto fizeram desta missão uma coisa extraordinária. Subir todos aqueles degraus naquelas escadas de madeira íngremes que parecem que vão ceder a qualquer instante (vá, estou a dramatizar um bocadinho... mas quando vês que estão 100 pessoas a subir as escadas e sentes tudo a tremelicar, as vozes das pessoas cansadas, pessoas que param a meio para ganhar o fôlego... não é para todos!). Mas foi uma experiência inigualável e a vista merece todo o sacrifício. Dica: não leves pesos (mochilas ou malas), leva uns sapatos confortáveis e uma garrafinha de água na mão. Mesmo que não seja Verão... vais precisar!

 

Para mim, Bolonha é uma cidade incrível e com muitas histórias interessantes. Já ouviram falar dos Sete Segredos de Bolonha? Eu já encontrei seis, só já falta um... 

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